ALTERAÇÕES NR 13 PARA 2018: veja as principais mudanças!

Uma das principais motivações para as recentes alterações NR 13, é justamente o fato de que existe uma linha tênue que separa um deslize de um acidente grave.

E como se trata de norma com impacto sobre a fabricação, instalação, manutenção e operação de caldeiras, vasos de pressão e afins o conhecimento da nova norma é fundamental.

Isso porque basta uma rápida pesquisa sobre a explosão de caldeiras no Google, para ver como os acidentes com estes equipamentos são mais comuns do que deveriam ser.

Desde sua instituição em 1978, todas as revisões, inclusive a atual foram providenciais para que a ideia central - conteúdo da norma – prevaleça como sendo a maior garantia, principalmente para o operador, de que sua integridade física estará garantida.

No caso da NR 13, 2018, a intenção evidente das alterações é dupla: diminuir a possibilidade destas ocorrências e ao mesmo tempo, a burocracia envolvida.

Isso pode parecer um contra censo, na medida em que desburocratização soa como menor fiscalização, o que permitiria a execução de projetos sem o rigor necessário.

E como todos sabemos, lamentavelmente, em todos os mercados existem empresas que não levam a segurança tão a sério quanto seria de se esperar.

Por outro lado, os acidentes podem ser causados por outros fatores além de projetos mal executados, então, vamos começar por uma visão rápida e abrangente destes fatores.

Principais Causas de Acidentes em Instalações Industriais

Saindo um pouco do escopo das caldeiras e vasos de pressão, os principais fatos causadores de acidentes são quase sempre os mesmos:

Erros de Operação: normalmente, as indústrias que operam equipamentos perigosos, seguem padrões mínimos de segurança, mas, isso nem sempre é suficiente para impedir todas as possíveis falhas de atenção humana.

Erros de Projeto: empresas de engenharia conceituadas, submetem seus produtos a inúmeros testes de segurança e qualidade, antes mesmo de lançá-los ao mercado, mas, como dissemos, nem todas as empresas seguem esta regra.

Desgastes e Falhas de Manutenção: qualquer equipamento industrial sofre desgaste com o uso e por isso, há planos de manutenção previamente definidos para garantir seu bom funcionamento, bem como, um período máximo de vida útil.

A maioria dos problemas verificados na história da indústria, surgiu de uma mistura desastrada destes fatores.

E de maneira geral, pode-se dizer que a falta de manutenção, e o despreparo dos operadores, são os motivos mais comuns para os acidentes, apesar de inaceitáveis.

Por outro lado, também ocorrem algumas situações inesperadas, como terremotos em regiões sem histórico sísmico, cujo impacto nas tubulações não havia sido previsto.

É apenas um exemplo extremo de uma possibilidade que na prática, é bastante rara, mas, vamos nos adiantar e ver como as alterações NR 13 resolvem estes problemas.

Alterações NR 13: O Que muda de Fato?

Em primeiro lugar, cabe dizer que a desburocratização da norma, não atingiu itens relevantes de segurança, ao contrário, em alguns pontos, a “burocracia” até aumentou.

O novo texto deixa claro que, uma vez que a maioria dos problemas se deve a falta de inspeção e manutenção, as empresas operadoras são responsáveis pelos acidentes.

Pode parecer uma mudança sem impacto, mas, o direito do brasileiro, neste caso fica visível e é positivo, ou seja, só vale como regra legal, o que está claramente descrito no texto respectivo.

E portanto, não há mais brechas quanto a responsabilidade dos eventuais acidentes. Da mesma forma, temos a questão das tubulações.

A norma antiga (última revisão), incluía as tubulações de acordo com os tipos de fluidos que transportavam e claro, se referiam a um padrão tecnológico ultrapassado.

Nesta nova versão, as tubulações recebem o mesmo cuidado que as caldeiras e vasos de pressão, independentemente do tipo de fluído ou das suas dimensões.

O que isso significa é que, ao passo em que norma anterior podia ignorar o sistema como um todo em alguns casos, a nova versão dá ênfase ao aspecto estrutural.

Ou seja, ao conjunto do sistema, já que cada parte dele é tão importante quanto as demais para a segurança do todo.

Mas, também há uma redução pontual nas exigências, cujo impacto no índice de acidentes ainda precisa ser mensurado na prática, vamos a ela.

O Fim do Teste Hidrostático: O Que Significa?

Caldeiras e vasos de pressão, como o próprio nome indica, fazem parte de um sistema pelo qual transitam fluídos sob pressão.

O teste hidrostático corresponde a uma simulação de carga máxima do sistema, para tentar identificar vazamentos e falhas estruturais.

Pelos padrões da NR 13, 2018, entretanto, as empresas operadoras estão dispensadas da realização deste teste regularmente, sendo necessário apenas o chamado teste inicial.

Em outras palavras, a empresa de engenharia responsável pelo projeto e instalação realiza os seus próprios testes prévios e outros, durante a instalação.

Com o sistema já instalado, é feito um teste hidrostático inicial e daí por diante, com o equipamento aprovado, são realizadas apenas inspeções internas e externas regulares.

Estas, por sua vez, correspondem a exames visuais na parte interna de Caldeiras e vasos de pressão e na parte externa, do sistema como um todo.

Ou seja, não há mais nenhum teste de stress obrigatório nas normas, após a verificação inicial, mas, isso não é necessariamente um problema e vamos explicar porque a seguir.

A Engenharia e A Importância da Confiabilidade

Um projeto de sistemas de fluidos sob pressão, feito por uma empresa de engenharia séria, leva em conta vários fatores que exigem muitos testes durante o desenvolvimento.

Além dos cálculos estruturais e de resistência dos materiais empregados, há a construção de um ou mais protótipos para testes, além do apoio de softwares de simulação.

Ou seja, quando é feita a instalação, já há uma grande quantidade de testes realizados e o chamado teste inicial, visa apenas garantir que a instalação foi bem executada.

Dali por diante independente das alterações NR 13, a empresa de engenharia tem uma ideia muito clara do funcionamento do sistema e de sua durabilidade e confiabilidade.

Isso fornece a empresa operadora uma garantia de que, uma vez executadas todas as inspeções e manutenções programadas, não haverão problemas graves.

Desde que, é claro, sejam tomadas todas as medidas possíveis para evitar erros humanos e também, não se desrespeite a vida útil do equipamento.

Lembramos, que indiferente das mudanças, cabe ao empresário do setor a responsabilidade na execução da norma e também das suas alterações.

Sabendo disso, nós da BENZOR Soluções em Engenharia & Tecnologia, procuramos oferecer treinamento e também projetos de aderência a norma, aos nossos clientes e a todos os interessados.

Justamente para aprimorar o conhecimento e a aplicação prática da NR13.

Como profissionais, nos colocamos a sua disposição para entregar projetos e informação que aliam à relação entre custo e benefício, uma camada extra de preocupação com a segurança e bem-estar global de empresários e colaboradores da indústria.

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